O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017. “Os jovens não somente sejam amados, mas eles próprios saibam que são amados." (Dom Bosco)

Princípios Psicopedagógicos

24. O projeto e os recursos pedagógicos produzidos e utilizados pela RSE não constituem um fim em si mesmos. Tendo em conta, porém, sua relevância para o processo educativo, são assumidos com toda a seriedade possível, Sob a ótica de um caminho em permanente construção, Escolas, diretores (as), professores (as), pais e alunos(as), assim como os autores dos livros e de outros materiais didáticos, no exercício de suas funções específicas, concorrem todos para a qualificação constante do projeto, de suas ações e produtos.
 
A - Princípios Gerais
 
25. Os educadores da RSE entendem a educação como processo de construção e desenvolvimento pessoal pelo qual o indivíduo, relacionando-se com o ambiente, com os outros e com a sociedade, cresce e se constitui como pessoa. Nesse sentido, a educação ultrapassa o espaço da escola e incide sobre a totalidade da vida do educando.
 
26. Não há dúvida, contudo, de que a escola é um lugar privilegiado para o desenvolvimento das capacidades individuais e coletivas e para a análise crítica da sociedade. Por isso, os recursos pedagógicos da RSE:
  • propõem atividades que favorecem a reflexão, bem como o uso estratégico das aprendizagens;
  • diversificam as atividades;
  • estimulam o trabalho em grupo cooperativo, a análise do contexto e do ambiente, a criatividade, a pesquisa, o sentido prático, o aprender a aprender;
  • proporcionam a transferência de aprendizagens.
27. O material didático da RSE, que constitui um instrumento muito importante para a implementação deste projeto, será complementado por atividades comunitárias, sociais e religiosas, consideradas fundamentais para a educação salesiana, cuja operacionalização se dá mediante a construção dos outros dois elementos constitutivos do Projeto Educativo: o Diagnóstico local e a Programação anual de cada escola. São tarefas educativas que precisam contar com a efetiva participação dos integrantes da comunidade educativa local. Todos contribuem para a construção e realização desse projeto.
 
B - Princípios Orientadores do Processo de Ensino–Aprendizagem
 
28. O ensino é concebido pelos educadores da RSE como um conjunto sistemático de ações, cuidadosamente planejadas, ao redor das quais conteúdo e forma articulam-se permanentemente. As atividades permitem que professor e aluno compartilhem parcelas sempre maiores de significados, em relação aos conteúdos do currículo escolar. O professor orienta suas ações para que o aluno participe de tarefas e atividades que o aproximem, cada vez mais, dos conteúdos que a escola tem para ensinar.
 
29. Dentro dessa visão, conceitos como os de precisão, linearidade, hierarquia e encadeamento, tradicionalmente associados à organização do currículo e às atividades escolares, cedem lugar à teoria do conhecimento como rede de significados, o mesmo acontecendo com as teorias lineares que dão sustentação ao modelo tradicional de ensino, com seus pré-requisitos, etapas rígidas e formais de ensino e aprendizagem, cadeias de conteúdos e escalas de avaliação da aprendizagem.
 
30. Na perspectiva deste Marco Referencial, portanto, a apropriação de conhecimento acontece como um processo ininterrupto de transformação e de atribuição de significados e, ainda, de estabelecimento de relações entre esses significados. A cada nova interação com objetos do conhecimento, a cada possibilidade de diferentes interpretações, um novo ângulo se abre, significados se alteram, novas relações se estabelecem e possibilidades de compreensão são criadas. A apreensão de um conceito, idéia, fato ou procedimento se dá por meio das múltiplas relações que o educando estabelece entre os diferentes significados desse mesmo conceito. Assim, a compreensão do que é aprendido e sua estabilização como aprendizagem significativa dependem da qualidade e quantidade dessas relações.
 
31. Na prática escolar, essa perspectiva implica articular ensino e aprendizagem, conteúdo e forma de transmiti-Io, em um ambiente escolar, cada vez mais favorável à aprendizagem. Nesse ambiente, todas as ações devem favorecer o processo múltiplo, complexo e relacional de conhecer e incorporar dados novos ao repertório de significados daquele que aprende, de modo que ele possa utilizá-Ios na compreensão orgânica dos fenômenos e no entendimento da prática social.
 
C - Avaliação Escolar
 
32. A avaliação funciona como uma lente que permite focalizar o aluno, seus avanços e necessidades. O ensino do professor é regulado pela aprendizagem do aluno, que não pode ser medida, unicamente, por meio de uma escala numérica, relativa a um período curto de tempo, com um momento pré-fixado para a avaliação.
 
33. A avaliação integra o próprio processo de trabalho do aluno, no dia-a-dia da sala de aula, nos momentos de discussão coletiva e de realização de tarefas, em grupos ou individuais. Nesses momentos, pode-se perceber se o aluno está ou não se aproximando dos conceitos e habilidades considerados importantes. O professor pode, ainda, localizar dificuldades e auxiliar para que essas sejam superadas, mediante intervenção, questionamento, complemento de informações ou busca de novos caminhos de aprendizagem.
 
34. É em razão disso que a avaliação não pode ser feita por meio de um único instrumento, nem se restringir a um momento apenas, para avaliar, e fato, a aprendizagem de diferentes alunos, levando em consideração suas múltiplas competências e formas de aprender, seus bloqueios emocionais eu envolvimento externo ao ambiente escolar. As ações de avaliação necessitam fornecer condições para que o professor analise, instigue, reflita, envolva-se e tome decisões e providências junto a cada aluno. Nessa perspectiva, aluno e professor se avaliam mutuamente.
 
D - Concepção Curricular
 
35. O currículo explicita as escolhas antes mencionadas e as idéias que sustentam este Marco Referencial, operacionalizando a visão de cultura que se deseja promover na RSE. Concebido no contexto de um processo social específico, o currículo molda o projeto e, como tal, veicula pressupostos, concepções, valores e visões da realidade. Ele orienta as escolhas dos conteúdos e dos métodos de ensino, transformando práticas existentes ou qualificando-as.
 
36. Currículo e contexto influenciam-se, mutuamente, o que faz, por exemplo, com que uma mudança curricular venha junto, ou até depois, de mudanças em contextos escolares. Uma mudança curricular, portanto, não se restringe a acrescentar, modificar ou eliminar conteúdos, Disciplinas ou textos. Quer mudar a atitude ante o conhecimento e conscientizar o aluno a respeito de sua própria formação. Busca fazer da aprendizagem um processo de construção de significados, realiza novas atividades para que o aluno aprenda de outra forma e conecta as experiências prévias desse aluno com o conhecimento elaborado.
 
37. Assim, a elaboração do Marco Referencial e de seu currículo, para a RSE, ais que a simples redação de um novo plano, pretende alcançar a modificação simultânea dos contextos organizativos escolares, com suas disponibilidades materiais e com seus condicionamentos políticos e profissionais, estabelecidos ou presumíveis. Na prática, o plano curricular, que descreve o currículo escolhido pela RSE, busca indiretamente regular a estrutura de todo o sistema, as especializações e competências dos professores, a política de avaliação de resultados e a política de produção e consumo de materiais.
 
38. As experiências das escolas devem constituir a base de um projeto geral, uma vez que inovações, em Educação, pressupõem um diálogo constante entre os agentes participantes, entre idéias e comportamentos velhos e novos. O professor deve atuar com base num projeto coerente e coletivamente elaborado, evitando-se, assim, que estilos individuais acabem por determinar o funcionamento das escolas, especialmente quando experiências de trabalho integrado e cooperativo inexistem na realidade que se deseja modificar.
 
39. Planejar o currículo nos níveis político e administrativo consiste em selecionar parcelas de cultura básica para a formação de cidadãos, e isso exige que se esclareçam os critérios culturais, sociais e profissionais que justificam as opções feitas, derivando daí as medidas adequadas para torná-Ias viáveis na prática.
 
40. O plano curricular da RSE prevê a produção de material instrucional, escrito ou em outras configurações, para alunos e professores. Esse material é componente essencial deste Marco Referencial, uma vez que concretiza metodologias, conteúdos específicos, avaliação, tempos, espaços e recursos. Além disso, exige a formação continuada dos professores, da Coordenação Pedagógica e da Orientação Educacional no apoio e acompanhamento à utilização desse material. Exige, ainda, a colaboração de todo o ambiente educativo - com seus recursos humanos, suas atividades extracurriculares e suas estruturas físicas - para o feliz êxito do currículo oculto.
 
 
 
 
Acamp Bosco
:: 26/11 - Acamp Bosco - Barbacena

Acamp Bosco
:: 24/11 - Acamp Bosco - Barbacena

Acamp Bosco
:: 25/11 - Acamp Bosco - Barbacena

Conselho de Classe
:: 15/12 - Conselho de classe final

Recuperação
:: 07,08,11,12,13,14/12 - Recuperação final

Natal Solidário
:: 01/12 - Natal Solidário

Missa
:: 01/12 - Missa de formatura

 

COPYRIGHT - COLÉGIO DOM BOSCO ARAXÁ. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.